29.2.12

pão preto de centeio


Parece que me animei mesmo a fazer pães, ou talvez seja apenas uma fase. Havia comprado farinha de centeio para um outro pão, no entanto nunca tinha todos os ingredientes em casa (agora só falta um), então decidi passar esta receita na frente. Desta vez fiz somente meia receita - apesar da lista de ingredientes prometer algo saboroso ainda tinha algumas dúvidas - e rendeu um pão de tamanho médio, que é perfeito para o público comedor de pães aqui de casa. Fica macio, saboroso e levemente adoçicado. Gostei bastante e se mantém bem macio por vários dias. Receita achei aqui (e devo preparar outros mais!).

1 1/3 xícara café, morno
4 colheres (sopa) manteiga, amolecida
2 ½ colheres (sopa) açúcar mascavo
2 ½ colheres (chá) fermento biológico seco
¼ xícara melado de cana
1 xícara farinha de centeio
1 xícara farinha de trigo integral
2 xícaras farinha de trigo branca
1 ½ colher (sopa) cacau em pó
1 ½ colher (chá) sal
2 colheres (sopa) aveia para polvilhar, opcional (não usei)

Numa tigela média misture o café, manteiga, açúcar, fermento e melado. Deixe até começar a borbulhar. Numa tigela grande coloque a farinha de centeio, integral, metade da farinha branca, cacau e sal. Despeje a mistura líquida aos ingredientes secos. Vá sovando a massa e aos poucos coloque o restante da farinha branca. Sove a massa por uns 10min. Coloque na tigela, cubra e deixe levedar por 45min num local morno e sem corrente de ar. Passado o tempo, retire a massa e amasse para retirar as bolhas de ar, divida a massa em dois, dê o formato desejado ao pão e coloque numa assadeira polvilhada com farinha. Deixe levedar por mais 30 no local morno. Enquanto isso pré-aqueça o forno a 180C. Se preferir polvilhe aveia sobre a massa antes de levar ao forno, por 25-30 ou até ficar assado. Coloque sobre uma gradinha até esfriar completamente. Embale num saco plástico.

23.2.12

doce de abóbora com coco


"A doçaria brasileira, minha amiga, é muito doce". Essa frase foi de uma professora de antropologia que conheci na faculdade - uma figura, em todos os sentidos. Não me lembro do contexto da fala, só de um causo que ela contou, que ofereceu quindins para alguns amigos ingleses e eles não gostaram pelo excesso de açúcar. Essa frase voltou tão forte na minha cabeça, que procurei para ler Açúcar, do Gilberto Freyre, tema daquela aula há uma década atrás.
E o que a frase tem a ver com doce de abóbora? Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando comi uma colherada grande desse doce. Delicioso e um pouco doce demais para o meu paladar de hoje. Já minha mãe, a formiga-mór da família, achou que estava no ponto. E falando em ponto, achei um pouco difícil encontrar o ponto certo do doce, tive receio de cozinhar demais e ficar puxa-puxa, e acabei deixando um caldinho extra - mas acho que isso varia de acordo com a preferência pessoal.
Encontrei várias receitas de como fazer, e preferi ficar com esta aqui.

500g abóbora picada em cubos de 2cm
250g açúcar
6 cravos-da-india
3 paus de canela
½ xícara coco ralado, usei em flocos e adoçado

Numa panela grande coloque a abóbora, açúcar, caro e canela, misture bem e deixe a abóbora cozinhando até ficar macia. Retire os pedaços com uma escumadeira e amasse com um garfo (pode usar um amassador de batatas também), volte tudo para a panela e deixe cozinhar até secar, mexa de vez em quando. Adicione o coco, misture bem. Mantenha na geladeira.

20.2.12

pão com azeite e herbes de provence


Vira-e-mexe o bichinho do pão me pica e volto a fazê-los com frequência. Até então nenhuma receita nova, só repetindo aquelas que deram certo. Sinceramente tenho muita preguiça de sovar a massa por dez minutos, minha batedeira - apesar de ser planetária - funciona como um fusquinha para bater massas pesadas, e o único jeito é fazer no muque. Descobri que colocar os fones de ouvido enquanto sovo a massa (assim como faço na esteira, coisa que detesto fazer) ajuda muito o tempo passar.
Pãozinho muito saboroso e aromático, oferecimento de Thin Lizzy. Ah, receita peguei aqui.

7g fermento biológico seco
1 colher (chá) açúcar
1 xícara água morna
¼ xícara azeite
1 colher (chá) sal
2 ½ xícaras farinha de trigo
1 colher (sopa) herbes de provence

Numa tigela coloque o fermento, água e açúcar, misture bem e deixe por 10min. Numa tigela grande coloque o azeite e sal, então coloque a mistura de água e mexa bem. Adicione cerca de 1 ½ xícara da farinha, incorpore e coloque herbes de provence. Vá sovando a massa enquanto adiciona o restante da farinha (pode ser necessário mais ou menos farinha, lembre-se de não colocar farinha demais, senão o pão ficará seco). Sove por 10-15min. Coloque a massa na tigela, cubra com um pano e deixe num lugar morno por 45min. Passado o tempo, amasse algumas vezes a massa, para retirar o ar, dê o formato desejado e deixe fermentar por mais 30min no lugar morno. Enquanto isso pré-aqueça o forno a 200ºC, coloque a massa sobre uma assadeira polvilhada com farinha, faça uns cortes sobre a massa. Se preferir pincele manteiga derretida sobre a massa (eu fiz isso e a parte sem manteiga dourou mais, vai saber...). Leve ao forno por 25min, ou até ficar totalmente assado.

16.2.12

sorvete de manga com gengibre


Desde que vi esse sorvete no Abóbora Menina não sosseguei enquanto não preparei, ainda mais naquele calorzinho da semana passada. Dei uma modificada na receita, pois sabia que seria a única a comer em casa, então pude fazer de acordo com meu gosto. Por um lado isso é bom, pois sei que vai ficar do jeitinho que gosto, e por outro lado é meio chato não ter quem experimenta, perguntar se ficou bom, o que pode ficar melhor numa próxima vez... mas tudo bem, sigo no meu amor solitário por mangas ;)

750g polpa de manga cortada em cubos (2 mangas grandes)
150ml água
100g açúcar granulado
suco de 1 limão
1 pedaço de gengibre picadinho (cerca de 2cm)
100ml creme de leite (usei de lata, com soro)

Coloque os pedaços de manga no copo do liquificador. Numa panelinha a água, açúcar e suco do limão e leve ao fogo até formar uma calda bem rala. Despeje essa calda junto às mangas, adicione o gengibre e bata até ficar bem triturado. Por fim adicione o creme de leite e bata para misturar. Coloque a mistura numa tigela, cubra e leve à geladeira por algumas horas. Passe a mistura pela sorveteira, de acordo com as instruções do fabricante e leve ao freezer em pote hermético.

9.2.12

galette de cebola caramelada, abóbora e gorgonzola


Ultimamente garrei amor na abóbora. Passei a vida inteira sem nunca ter experimentado (abobrinha italiana não conta) e sem nenhum motivo para isso, e agora que eu descobri quero provar de todos os jeitos. Marido não agüenta mais ver abóbora por aqui toda semana - claro que ele não é obrigado a acompanhar minhas obsessões alimentares. E continuando na onda dos experimentos, assim que bati o olho nessa galette fiquei doida para fazer, a lista de ingredientes parecia promissora e a combinação dos sabores só podia resultar em algo delicioso. Numa próxima vez trocaria o tipo de queijo, achei que o gorgonzola encobriu os outros sabores. A receita veio do Fast, Fresh and Simple.
E por falar em Donna Hay, eu quase nunca vejo televisão, descobri só nesta semana que o FoxLife está passando o programa dela, ainda não vi - passa hoje às 23h.

massa:
225g farinha de trigo
125g manteiga, gelada e cortada em cubinhos
3 gemas
1 colher (sopa) água - ou mais, se necessário

recheio:
¾ xícara cebola caramelada
150g queijo gorgonzola
450g abóbora cortada em cubos de 2cm
sal, pimenta
12 folhas de sálvia (usei manjericão)

Comece pela massa. Coloque no processador a farinha e manteiga e pulse até formar uma farofa úmida. Com o processador ligado, coloque as gemas, uma a uma, e a água gelada, até formar uma massa homogênea. Amasse algumas vezes,  com as mãos forme um disco, embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por 30min.
Arrume a abóbora numa assadeira e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, até ficar quase macia, mas ainda um pouco resistente ao garfo. Retire do forno e deixe esfriar.
Enquanto isso, prepare a cebola caramelada. Aqueça um fio de óleo numa panela. Corte uma cebola grande em rodelas e coloque na panela, mexa para o óleo encobrir a cebola. Adicione uma colher de chá de açúcar mascavo e um tiquinho de molho shoyu (para equilibrar os sabores), mexa bem e deixe cozinhar em fogo baixo até ficar macia. Se começar a queimar na panela, coloque um pouquinho de água. Retire da panela e deixe esfriar.
Divida a massa em duas partes, a abra com um rolo formando uma círculo até ficar com pouco mais de 0,5cm de espessura. A massa é bem chata para abrir, embora deliciosa, por isso achei mais fácil colocá-la dentro de um saco plástico e abrir assim, não grudou do plástico e nem quebrou. Coloque os discos de massa sobre uma assadeira forrada com papel manteiga.
Espalhe a cebola pelas massas, deixando uns 5cm longe das bordas, por cima distribua o gorgonzola em pedaços, em seguida espalhe as abóboras, tempere com sal e pimenta moída na hora. coloque as folhas de sálvia. Feche a galette sobrando a massa por cima do recheio. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 25min ou até a massa dourar.
Serve 2 porções. Fiz 2/3 da receita acima, montei 1 galette - e comi sozinha em 2 refeições.

6.2.12

bolo (simples) de chocolate


Faz meses que comprei o Bittersweet e estava parado na estante. Num primeiro momento até me arrependi da compra, mas depois, olhando bem, percebi que vou usá-lo bastante daqui pra frente.
Este bolo me chamou a atenção pela possibilidade de usar as velhas e boas claras congeladas (agora elas acabaram, o horror). Me atrapalhei um pouco com os tempos de batedeira cronometrados, deixei o celular todo sujo de farinha, fiquei com medo do bolo não crescer por isso, soltei gritinhos em frente ao forno quando vi que o bolo cresceu... E o melhor de tudo: esse bolo de gostinho de infância, justamente por não ser amanteigado, fica macio e esfarelento, lembrou muito os bolos que minha mãe fazia quando era criança...

1 xícara + 2 colheres (sopa) açúcar
1 xícara farinha de trigo
½ xícara cacau em pó natural
3/8 colher (chá) bicarbonato de sódio
¼ colher (chá) sal
4 colheres (sopa) manteiga, temperatura ambiente
1 ovo gelado
2 claras geladas
1¼ colher (chá) café solúvel
1 colher (chá) baunilha
½ xícara leite semi-desnatado, gelado
açúcar de confeiteiro, para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e polvilhe com farinha uma forma de furo no meio de 20cm (ou que tenha capacidade para 6 xícaras). Na tigela da batedeira coloque o açúcar, farinha, cacau, bicarbonato e sal, misture com uma colher. Adicione a manteiga, ovo e claras. Ajuste um timer para 2min e ligue a batedeira em velocidade média, quando os ingredientes secos ficarem incorporados e mais úmidos, aumente a velocidade para alta e complete os 2min. Enquanto isso misture o café, baunilha e leite. Adicione à massa e bata por mais 2 min. Coloque a massa na forma preparada (coloquei uma assadeira embaixo) e leve ao forno por 35-40min. Não asse demais para não ressecar. Deixe esfriar sobre uma gradinha antes de desenformar. Se preferir, polvilhe com açúcar de confeiteiro.

2.2.12

panna cotta de mel e baunilha


Você já quis morar num programa de TV? Sei que a pergunta é estranha e eu só pensei nisso depois de ver a Cozinha da Annabel (passa no GNT) quando ela serve seus jantares no fim de tarde com produtos colhidos na sua horta com uma paisagem de tirar o fôlego. Sem falar da cozinha linda e bem equipada com ares de casa no sítio que eu cobiço, enquanto fico na minha minúscula cozinha que nem janela tem... snif!
Mas enquanto a Annabel conseguia mel fresco comprado num apiário local, eu usei o mel industrializado - por mais que esteja escrito orgânico no rótulo, não acredito que seja puro - e fiz esta panna cotta deliciosa, macia e pouco doce. Na receita foi usado buttermilk, preferi trocar por iogurte e nem percebi diferença. Usei como cobertura uma compota de mirtilos feita com um pouco de água e açúcar e cozidos até ficar grudento, já a Annabel usou pêssegos picados com polpa de maracujá adoçados com um tiquinho de mel - a versão dela deve ter ficado bem melhor.

4 colheres (chá) gelatina em pó sem sabor
4 colheres (sopa) água
½ xícara mel
½ xícara açúcar
1 fava de baunilha
2 xícaras creme de leite
2 xícaras iogurte


Numa tigelinha misture a gelatina com a água e reserve. Numa panela coloque o mel, açúcar, fava de baunilha (corte-a no sentido do comprimento e raspe as sementinhas com uma faca) e 1 xícara de creme de leite. Leve para ferver e então adicione a gelatina hidratada e mexa até dissolver completamente. Adicione o iogurte e o creme de leite restante, misture bem. Coloque em tigelinhas, cubra e leve à geladeira.
Fiz meia receita e rendeu 3 porções generosas.